Instituto Superior Técnico

Guia Académico

Regulamento de Ingresso no 2º Ciclo

O Ingresso no 2º ciclo é regulamentado de acordo com o Despacho nº2965/2021, publicado em DR 2ª série Nº54, de 18 de março.

 

  • Artigo 1º

Acesso direto ao 2º ciclo

1 – Podem candidatar-se à inscrição num curso de 2º ciclo lecionado no IST, sem que essa candidatura se encontre sujeita à aplicação de númeri clausi:

  • a) Os estudantes que tenham terminado, no ano letivo anterior ao da sua candidatura e no IST, o curso de 1º ciclo, para o qual, nos termos do nº 2, o curso de 2º ciclo a que se candidatam seja considerado de continuidade;
  • b) Os estudantes que estejam ao abrigo de acordos particulares e específicos, nomeadamente os firmados pelo instituto com instituições de ensino superior estrangeiras para atribuição de duplos graus académicos, nomeadamente os acordos firmados com instituições do CLUSTER e TIME e ainda os que resultam dos programas comunitários como a INNOENERGY, quando selecionados mediante os critérios estabelecidos nesses acordos e consórcios.

2   – Considera-se como sendo de continuidade a um curso de 1º ciclo, um curso de 2º ciclo para o qual o referido curso de 1º ciclo confira os conhecimentos e aptidões que, no quadro de prosseguimento de estudos, possam, no entendimento do Conselho Científico, vir a ser adequadamente desenvolvidos pela conclusão desse cursos de 2º ciclo.

3 – O disposto na alínea a) do anterior nº 1 só é aplicável aos estudantes inscritos no Instituto em cursos de 1º ciclo e de mestrado integrado, no ano letivo 2020/21, e apenas durante o período transitório fixado na alínea b) do nº 3 do artigo 6 do Decreto Lei nº 65 de 2020, de 16 de agosto, e aos alunos que estivessem inscritos no ano letivo 2019/20, mas que não efetuaram a sua inscrição no ano letivo 2020/21, caso se inscrevam no ano letivo 2021/22 no ciclo de estudos em que estavam inscritos em 2019/20.

 

  • Artigo 2º

Acesso sujeito a numeri clausi

1 – Desenvolvendo o disposto no artigo 17º do Decreto Lei nº 74/2006, de 24 de março, podem candidatar-se ao 2º ciclo de cursos de mestrado quem seja:

  • a) Titular do grau de licenciado ou equivalente legal;
  • b) Titular de um grau académico superior estrangeiro conferido na sequência de um 1.º ciclo de estudos organizado de acordo com os princípios do Processo de Bolonha por um Estado aderente a este Processo, e que seja reconhecido pelo Conselho Científico, como satisfazendo os objetivos do grau de licenciado;
  • c) Titular de um grau académico superior estrangeiro que seja reconhecido, pelo Conselho Científico, como satisfazendo os objetivos do grau de licenciado;
  • d) Detentor de um currículo escolar, científico ou profissional, que seja reconhecido, pelo Conselho Científico, como atestando capacidade para realização deste ciclo de estudos.

2 – O Conselho Científico pode delegar as competências referidas no número anterior na sua Comissão Coordenadora ou no seu Presidente, com faculdade de subdelegação num dos Vice-Presidentes ou membro daquele Conselho.

3 – A seriação dos candidatos será feita tendo em conta os seguintes procedimentos e critérios:

  • a) cabe a Coordenação científica do curso para o qual foi aberto concurso de preenchimento de admissões, a competência para proceder à seriação dos candidatos;
  • b) nessa seriação a Coordenação Científica do curso deve obedecer aos seguintes critérios:
    • i) afinidade entre o curso de 1.º ciclo que o candidato concluiu e aquele a que se candidata;
    • ii) natureza do estabelecimento de ensino que conferiu o diploma de curso de 1.º ciclo e qualidade deste;
    • iii) classificação do candidato no curso de 1.º ciclo por ele concluído.

4 – Os critérios de seriação referidos no número anterior são aplicados, salvo o disposto nos números seguintes, de acordo com a seguinte fórmula:

  • C = (0.4 x “Afinidade” + 0.3 x “Natureza”/5 + 0.3 x MFC/200) x 200e

em que:

  • Afinidade” é um coeficiente entre 0 e 1 que pondera comparativamente a coerência científica entre o curso que o candidato frequenta ou frequentou e aquele a que se candidata. Os valores a atribuir neste parâmetro terão em conta a apreciação feita pela Coordenação Científica do curso relativamente ao curso detido pelo candidato;
  • Natureza” é um coeficiente que pondera a qualidade do curso/instituição de ensino superior de origem, por exemplo aferida com base em rankings internacionais relevantes, definidos anualmente e que por omissão são os de Xangai e/ou Webometrics, e que poderá tomas os valores de 1, 1.5, 2, 2.5, 3, 3.5, 4, 4.5, ou 5. os valores a atribuir neste parâmetro terão em conta a apreciação feita pela Coordenação Científica do curso relativamente ao estabelecimento de ensino onde foi concluído o curso detido pelo candidato.;
  • MFC” é a Média Final do Curso do curso concluído pelo candidato, na escala de 0 a 200.

5 – O Presidente do Instituto Superior Técnico, ouvido o Conselho Científico, pode fixar, para um determinado concurso, uma fórmula diferente da fixada no número anterior, desde que nela for também assegurada a igualdade de tratamento entre os candidatos.

6 – A Coordenação Científica do curso para o qual foi aberto concurso de preenchimento de admissões pode:

  • i) adicionar à classificação final de seriação de cada candidato uma bonificação B de até 30 pontos caso esse candidato seja detentor de um currículo académico, científico ou profissional considerado relevante, passando a classificação final a resultar da seguinte fórmula:
  • D = C +B
  • ii) optar por realizar, a todos os candidatos, uma entrevista que é classificada em E numa escala de 0 a 200, passando a classificação final a resultar da seguinte fórmula:
  • F = 0.3 x E + 0.7 x D ou F = 0.3 x E + 0.7 x C

consoante se aplique ou não a antecedente subalínea i)

7 – Antes do início do período de candidaturas, é fixado pela Coordenação Científica do curso para o qual foi aberto concurso de preenchimento de admissões um valor mínimo de C ou MFA para a admissão de um candidato no curso posto a concurso. Na falta dessa fixação, os valores mínimos são os de C = 100 e os de MFC = 100.

8 – Quando sejam realizadas entrevistas, e caso não seja fixado, antes do início do período de candidaturas, uma valor mínimo de F para esta, esse valor mínimo será F = 100.

9 – Caso, concluída a seriação nos termos definidos nos números anteriores, se verifique existirem ainda vagas, estas podem ser preenchidas, de acordo com a ordenação de candidatos e sob proposta fundamentada da Coordenação Científica do curso, aprovada pelo Conselho Científico que pode delegar esta sua competência no seu Presidente, pelos que foram antes excluídos por não atingirem o valor mínimo de C que foi fixado para o concurso.

10 – Em casos excecionais em que a Coordenação Científica do curso considere que a formação do 1.º ciclo dum determinado candidato não corresponde às competências necessárias para a formação a que se candidata, pode esta, em proposta fundamentada que seja aprovada pelo Conselho Científico que pode delegar esta sua competência no seu Presidente, determinar que a classificação desse específico candidato seja a que resulte de:

  • F = 0.3 x E + 0.7 x C 

 

  • Artigo 3º

Instrução da Candidatura 

1 – A candidatura deve vir acompanhada, sob pena de exclusão liminar, dos seguintes documentos:

  • a) Curriculum Vitae — académico e profissional;
  • b) Certificados de habilitações descriminados com média ou cópia do suplemento ao diploma de 1° ciclo;
  • c) Fotocópia simples do bilhete de identidade, cartão de cidadão ou passaporte.

2 – O processo de candidatura e ingresso no 2.º ciclo decorre integralmente online, devendo os documentos solicitados serem submetidos em formato digital na plataforma de candidaturas.

 

  • Artigo 4º

Procedimentos de Creditação 

1 – Na sequência de um processo de ingresso no 2º ciclo de um curso do IST por transferência de uma outra instituição e/ou curso, e previamente à inscrição do estudante, poderá por este ser requerida a creditação da sua formação já obtida,  nos termos definidos no Regulamento de Creditação e Integração Curricular de Experiências Profissionais e Formações Académicas da Universidade de Lisboa, aprovado pelo Despacho nº 6604/2018 publicado na 2.ª série, do Diário da Républica  N.º 128, de 5 de julho

2 – a ausência deste pedido de creditação, implica para o estudante a necessidade de obter aprovação em todas as unidades curriculares do plano de estudos do curso de 2.º ciclo em que se inscreve.

3 – As unidades curriculares de Dissertação e Projeto Final não podem ser substituídas, sem qualquer procedimento adicional de avaliação, por outra formação no decurso do processo de creditação.

4 – Cabe ao estudante disponibilizar a documentação necessária à apreciação do seu pedido, incluindo a que lhe for solicitada no decurso do respetivo processo de apreciação, sob pena de indeferimento liminar daquele seu pedido.

Para mais informações contacte o Admissions Office.

candidatura online

Pedidos de creditação em graduacao.tecnico.ulisboa.pt/alunos/pedido-de-creditacoes/